domingo, 28 de outubro de 2012

Já nada subsiste e de mim terei que abdicar,

Cerrarei portas e fissuras por onde o teu olhar por vezes

 passou,

Destruirei pergaminhos e sentimentos vazios e deitarei fora este corpo prostituído pelo presente,

Nos sentimentos revejo a vergonha em torno de prazer,

Riscarei qualquer analogia à pura sensatez,

Serei verdade enroscado de ironia,

De mim farei tempo,

E esse, fará de mim o que bem entender,

Entre becos e sorrisos de uma rua iletrada,

Vejo em mim uma interjeição esboçada em ti,

Que de um todo ausente ainda me faz sofrer,

De um amor que habita na minha mente, escrito por ti,

Que do pleno em mim nada reste,

Mesmo que o vazio que permanece em ti, de mim se despreze.

Um comentário:

  1. Olá, Marco!!

    Agradeço a visita em meu Blog... Realmente Diários de Motocicleta é um grande filme, roteiro biográfico fascinante! Gosto de histórias reais, onde posso pesquisar depois as fotos, ler sobre! Tanto que postei sobre Che Guevara e Alberto Granato. Na época esse senhor ainda estava vivo. Seu Blog é lindo, seus poemas de sua autoria, me lembrou muito os de Fernando Pessoa. Beijos!

    ResponderExcluir